A superficialidade do Facebook

Você está contente com todo o conteúdo compartilhado em sua linha do tempo? Ele realmente é necessário?

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Ouvi uma frase que me deixou pensativo.
“O Facebook é um oceano de conteúdo, com um palmo de profundidade”.
Tive um brilhante professor de história da arte que me ensinou a olhar a arte de forma diferente com um simples exercício de tirar elementos colocados pelo artista e ver o quão diferente ficava, para assim, tentar entender a intenção do artista ao colocar tal objeto em sua obra.
E se tirássemos um pouco de “conteúdo” do Facebook? Se trocássemos a expansão horizontal pela vertical? Como funcionaria?
Provavelmente você saberia menos, teria menos informações e ficaria por fora de alguns assuntos do momento, o que iria prejudicar um pouco o início de uma conversa de bar. Porém, você ganharia um aprofundamento em assuntos que venham a ser interessantes para você. O que tornaria o assunto mais interessante no bar, após algumas cervejas.
Logo, ao compartilhar esse tipo de assunto, você arrebanharia pessoas interessadas no mesmo assunto e a discussão em torno do mesmo ficaria muito mais rica.
Analisando minha linha do tempo, vejo que as discussões mais ricas são as que envolvem meu ramo de trabalho ou minha paixão por esportes (essas nem sempre são ricas, mas tem exceções). Mas principalmente percebi que estou perdendo muito tempo com coisas muito superficiais. Pela necessidade de estar o tempo todo conectado, percebo que assuntos frívolos roubam um espaço vertical e acabam se acumulando nos arredores. Assim como o bacon!
Portanto sugiro uma autoanálise. Veja qual gordura é possível cortar da sua linha do tempo. Tenha uma vida virtual saudável, com corridas semanais em busca de profundidade.
Afinal, de amigos superficiais o facebook está cheio! Que tal fazermos diferente?

Obs: A frase que deu origem ao texto foi ouvida no Braincast.